Fortificado — Marsala
Vinho fortificado siciliano, durante muito tempo rotulado como ingrediente de cozinha, mas capaz, na sua forma seca Vergine, de uma complexidade oxidativa séria que rivaliza com o Xerez e o Madeira.
Sobre Marsala
O Marsala tem um problema de imagem e uma profundidade escondida. Criado no final do século XVIII por comerciantes ingleses (a família Woodhouse) em busca de uma alternativa siciliana ao Xerez e ao Madeira, tornou-se imensamente popular, depois sobreproduzido e adoçado até se tornar um básico de cozinha — o 'Marsala' de mil receitas de frango. Mas o vinho sério sobrevive. Classificado por uma matriz de cor (dourado oro, âmbar ambra, rubi rubino), doçura (secco, semisecco, dolce) e idade em casco (Fine, Superiore, Superiore Riserva, Vergine e o venerável Vergine Stravecchio), os níveis de topo — sobretudo os vinhos Vergine bem secos, envelhecidos uma década ou mais no perpetuum semelhante a uma solera — oferecem uma complexidade viva, de frutos secos e oxidativa, que pertence à mesma conversa que o fino de Xerez e o Madeira seco. Editorialmente, é a história de redenção do mundo dos fortificados: um vinho que vale a pena procurar na sua forma artesanal, e uma lição útil de que a reputação de uma categoria e os seus pontos altos podem divergir acentuadamente.
Processo de produção
Produtores principais
- Marco De Bartoli
- Florio
- Cantine Pellegrino
Notas editoriais
Compre por patamar: Vergine e Superiore Riserva para beber; os graus baratos 'Fine' são vinho de cozinha. Os estilos secos Vergine servem de aperitivo, como o Sherry fino; os estilos mais doces ambra/dolce combinam com sobremesa e queijo curado.